Hidrolipodistrofia ginóide (celulite)

Hidrolipodistrofia ginóide (celulite)

O termo celulite foi inicialmente utilizado na década de 20, havendo entretanto controvérsias quanto a utilização do termo, em virtude de não se encontrar infiltrado inflamatório nas observações histopatológicas. Existem outros termos para designá-la, tais como: lipodistrofia localizada, fibro edema gelóide, paniculopatia edermato – fibroesclerótica, paniculose, lipoesclerose nodular, lipodistrofia ginóide e o que mais se enquadra : hidrolipodistrofia ginóide.

A hidrolipodistrofia ginóide (celulite) é um desequilíbrio do metabolismo lipídico e do fluxo de líquidos na mulher, as células adiposas aumentam em número e volume, há um espessamento e proliferação das fibras de colágeno que provocam ingurgitamento do tecido, a circulação de drenagem é reduzida, os fibroblastos são encarcerados, as fibras elásticas se rompem, as fibras colágenas e reticulares ficam esclerosadas e comprimem os vasos e nervos, deixando o tecido mal – oxigenado, subnutrido, desorganizado e sem elasticidade, podendo ocorrer a formação de nódulos dando aspecto de “casca de laranja”, ocorre na hipoderme mais especificamente na camada areolar.

Dentre as causas da hidrolipodistrofia ginóide estão os fatores predisponentes como o sexo, raça, biótipo constitucional, distribuição do tecido adiposo, número, disposição e sensibilidade dos receptores das células afetadas pelos hormônios; os fatoresdesencadeantes tais como as alterações hormonais, cujo principal envolvido é o estrógeno e os fatores agravantes como hábitos alimentares, fumo, estresse, álcool, diabete, transtornos vasculares e circulatórios, alterações na transpiração, alterações renais e roupas sintéticas e/ou apertadas.

Estágios da celulite

  • 1º estágio

Não é percebido pelos pacientes, pois não há qualquer sintoma externo, nesse os capilares sanguíneos deixam estravasar mais líquido que o de costume.

  • 2º estágio

Os primeiros sinais passam a ser visíveis, a pele ganha um aspecto acolchoado em conseqüência do edema, a palpação aparecem gomos na superfície da pele.

  • 3º estágio

Os sinais são bastante visíveis não necessitando sequer de palpação.

  • 4º estágio

É o mais avançado, podendo ter dor espontânea ou sob palpação.

Quadro Clínico

Dependerá do estágio em que se encontra podendo apresentar edema, microvarizes, estrias, aspecto de casca de laranja, pele áspera, câimbras, sensação de perna pesada, instabilidade emocional, fibroses, dor espontânea ou a palpação, hipotermia e hipotonia.

Tratamento

  • Ultra-som: produzirá aumento da permeabilidade capilar, melhorando a irrigação sanguínea e linfática.
  • Vacuoterapia (endermologia): elimina as toxinas acumuladas nas células, melhora a vascularização, permitindo desfibrosar e melhorar a pele.
  • Drenagem linfática manual: melhora a circulação sanguínea e linfática eliminado toxinas.
  • Pressoterapia: (Drenagem linfática mecânica): ativa a circulação de retorno (venosa e linfática), estimulando a reabsorção de líquidos interticiais e drenando os líquidos intersticiais e drenando os líquidos para os filtros orgânicos.